13 de dezembro de 2016

Trecho do livro Histórias de Carreiros, de Rogério Corrêa


Carreiro Chico:
"As pessoas mais velhas, da região de Vazante, contam que quando faziam viagens
para buscar sal e querosene em Patrocínio, sempre iam em grupo de carreiros, a fim de trocar apoio nas estradas, caso precisassem.
Naquele tempo não havia cercas nem pastos para o pouso dos bois, então tinham de pastorear os bois durante a noite, para que eles não saíssem das proximidades. Carreiros e candeeiros se revezavam a noite toda. Mas... Chico Carreiro começa a narrar que:
― Na região, existia um velho, ou idoso, ou melhor idade... ― Eita!, que agora dão nomes demais pra mesma coisa, sô! Mas, a velhice é a mesma, só que com menos respeito! ―, o famoso Chico José, com ele era diferente. Quando soltavam os bois, nos locais onde os carreiros escolhiam para a pousada, Chico José pegava os ajoujos de todas as boiadas e os arrastava serrado afora, fazendo orações e marcando o setor para os bois pastarem. Após esse procedimento, todos podiam dormir tranquilos, porque os bois não ultrapassavam por onde haviam arrastado os ajoujos. São grandes os mistérios da vida."*


*Texto do livro HISTÓRIAS DE CARREIROS, de Rogério Corrêa

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